31/01/2010
29/01/2010
Nossas Estampas e Armários
Em tudo que faço, estampo o que penso, o meu jeito de ser. Tento ao máximo ser uma pessoa transparente, por isso estampo na minha janela as minhas ideologias, lógicas, defeitos e medos. Tento o tempo todo fazer ao menos uma pequena parte do que posso fazer, poderia mesmo fazer ainda mais. Mas sou gente, tenho meus limites, egoísmos e egocentrismos, mesmo que isso pareça redundante.
Onde como, simbolizo o que a natureza me oferece... Peixes nos armários, nas bandejas, na geladeira, nos copos. Greenpeace na janela. Respeito a quem me oferece o que tenho, na base de tudo: natureza. Já fui WWF, já quis ser oceanógrafa. Respeito o mar como se fosse meu templo. Nada mais coerente do que trazer estes símbolos para proteger o meu lar. Boas energias também entram pela boca, além de entrarem pelos ouvidos, pelos olhos e pelo abraço.
Onde descanso, dois pilares protegidos pelos meus anjos particulares: meus peixes, vigiando meus sonhos e acalentando minha solidão noturna. Acima de minha cabeça, no topo do meu pensamento desligado, encontra-se Chac Mool, o guardião de Chichen Itza que recebia os corações dos guerreiros sacrificados. Afinal, será mesmo que a cama não é um sacrifício do coração? Só agora pensei nesta analogia e não posso deixar de pensar como é irônica... Na entrada do quarto, mais um calendário maia, mais uma forma de me lembrar que eu sou dona do meu tempo, só eu posso controlá-lo sem desperdícios, sem peso na consciência, sem medo de realizar minhas vontades.
Onde lavo minha alma, mais peixes, uns que nem eu escolhi que estivessem lá. A minha semelhança com alguém que um dia também freqüentou aquele lugar. Meu elo com a história de quem nem conheci e que, por coincidência, também possui uma estrela tatuada no pulso. Peixes, peixes, peixes e um espelho mal encaixado. Só pra cumprir sua obrigação, pois se fosse possível, não ficaria me encarando. Afinal, assim talvez eu parasse com a mania de achar defeitos ou de me encarar nos olhos todos os dias antes de dormir.
Onde guardo tantas coisas, escondo ainda outras tantas! Um casal de golfinhos, três peixes artesanais, um cordão com peixes, um lugar simples como o fundo do mar. Só o essencial realmente satisfaz. Tudo que talvez seja supérfluo pode ficar do lado de fora ou trancado no guarda-roupa, escondido como um segredo. E são muitos segredos... Escritos, estampados, encaixotados, assombrados ou bem dobrados. O que importa é que temos a felicidade de não expor tudo que pensamos, trancando tudo num quarto abandonado pra resgatar quando bem entendermos.
Onde curto meu tempo, vejo a história estampada: lições de antigos guerreiros, deuses que espantam os pesadelos, máscaras que me dizem para ter atenção com quem tem duas caras. Calendários astecas que mostram que o tempo pode ser cruel. Calendários maias que mostram que o homem é o dono do tempo, carrega-o nas costas de acordo com sua força de vontade. Três pequenas galinhas me lembram o lado maternal em relação aos meus amigos, já que os coloridos filhotes foram espalhados para alguns amigos queridos. Um gato da sorte (japonês) me lembra do duende no jardim da Amelie Poulain, ou seja, de como me reconheci nela. A minha ocarina, flauta mágica, simboliza um reencontro em terras abençoadas da Bahia, realizando um velho sonho.
Onde desacelero meu dia, exponho as fotos da Corrente do Bem, fotos dos amigos, fotos da família, fotos de lugares que amo e sinto saudade, fotos do mar e dos seres humanos. São a primeira imagem ao entrar na minha sala e nada poderia ser mais característico: eu e minha mania de guardar a felicidade em imagens congeladas, eu e meu medo de esquecer tudo que foi bom. Na minha porta, que permite entrar e sair do meu palácio, estão os sinos que ganhei de um bom amigo com promessas de boas vibrações para meu novo porto seguro. Sinos indianos que talvez me simbolizem a paz de Gandhi e a confiança dele no ser humano.
Domingo acontecerá mais uma Corrente do Bem. Nas minhas gavetas estão os apetrechos para o movimento. Portanto, quem disse que aquilo que escondemos também não diz muito sobre quem somos? Ou você realmente acredita que você é somente aquilo que os outros enxergam?
Onde como, simbolizo o que a natureza me oferece... Peixes nos armários, nas bandejas, na geladeira, nos copos. Greenpeace na janela. Respeito a quem me oferece o que tenho, na base de tudo: natureza. Já fui WWF, já quis ser oceanógrafa. Respeito o mar como se fosse meu templo. Nada mais coerente do que trazer estes símbolos para proteger o meu lar. Boas energias também entram pela boca, além de entrarem pelos ouvidos, pelos olhos e pelo abraço.
Onde descanso, dois pilares protegidos pelos meus anjos particulares: meus peixes, vigiando meus sonhos e acalentando minha solidão noturna. Acima de minha cabeça, no topo do meu pensamento desligado, encontra-se Chac Mool, o guardião de Chichen Itza que recebia os corações dos guerreiros sacrificados. Afinal, será mesmo que a cama não é um sacrifício do coração? Só agora pensei nesta analogia e não posso deixar de pensar como é irônica... Na entrada do quarto, mais um calendário maia, mais uma forma de me lembrar que eu sou dona do meu tempo, só eu posso controlá-lo sem desperdícios, sem peso na consciência, sem medo de realizar minhas vontades.
Onde lavo minha alma, mais peixes, uns que nem eu escolhi que estivessem lá. A minha semelhança com alguém que um dia também freqüentou aquele lugar. Meu elo com a história de quem nem conheci e que, por coincidência, também possui uma estrela tatuada no pulso. Peixes, peixes, peixes e um espelho mal encaixado. Só pra cumprir sua obrigação, pois se fosse possível, não ficaria me encarando. Afinal, assim talvez eu parasse com a mania de achar defeitos ou de me encarar nos olhos todos os dias antes de dormir.
Onde guardo tantas coisas, escondo ainda outras tantas! Um casal de golfinhos, três peixes artesanais, um cordão com peixes, um lugar simples como o fundo do mar. Só o essencial realmente satisfaz. Tudo que talvez seja supérfluo pode ficar do lado de fora ou trancado no guarda-roupa, escondido como um segredo. E são muitos segredos... Escritos, estampados, encaixotados, assombrados ou bem dobrados. O que importa é que temos a felicidade de não expor tudo que pensamos, trancando tudo num quarto abandonado pra resgatar quando bem entendermos.
Onde curto meu tempo, vejo a história estampada: lições de antigos guerreiros, deuses que espantam os pesadelos, máscaras que me dizem para ter atenção com quem tem duas caras. Calendários astecas que mostram que o tempo pode ser cruel. Calendários maias que mostram que o homem é o dono do tempo, carrega-o nas costas de acordo com sua força de vontade. Três pequenas galinhas me lembram o lado maternal em relação aos meus amigos, já que os coloridos filhotes foram espalhados para alguns amigos queridos. Um gato da sorte (japonês) me lembra do duende no jardim da Amelie Poulain, ou seja, de como me reconheci nela. A minha ocarina, flauta mágica, simboliza um reencontro em terras abençoadas da Bahia, realizando um velho sonho.
Onde desacelero meu dia, exponho as fotos da Corrente do Bem, fotos dos amigos, fotos da família, fotos de lugares que amo e sinto saudade, fotos do mar e dos seres humanos. São a primeira imagem ao entrar na minha sala e nada poderia ser mais característico: eu e minha mania de guardar a felicidade em imagens congeladas, eu e meu medo de esquecer tudo que foi bom. Na minha porta, que permite entrar e sair do meu palácio, estão os sinos que ganhei de um bom amigo com promessas de boas vibrações para meu novo porto seguro. Sinos indianos que talvez me simbolizem a paz de Gandhi e a confiança dele no ser humano.
Domingo acontecerá mais uma Corrente do Bem. Nas minhas gavetas estão os apetrechos para o movimento. Portanto, quem disse que aquilo que escondemos também não diz muito sobre quem somos? Ou você realmente acredita que você é somente aquilo que os outros enxergam?
Sonorexia
O sono
Me ataca
Lentamente
Aumenta
Sem saber onde vou
Atormenta
Tédio automático
Preciso dormir
Tempo pra mim
Sem o empurrão
Constante
Que me persegue
Rápido
Sem fôlego
Cansada
Mas sem amargura
Sono não é tristeza
É falta de tempo
Tensão
Pressa
Modernidade
Quem mandou
Eu não ser oceanógrafa?
26/01/2010
A vida e suas Escalas
Muitos com certeza se decepcionarão com “Amor sem Escalas”. Eu não. Aliás, fui completamente imune a quaisquer críticas prévias. Mais estranho ainda foi me identificar em certos momentos com o papel do George Clooney. Não o seu aspecto meramente profissional, mas talvez o lado pessoal um tanto quanto camuflado por sua rotina fria: sem vínculos afetivos, sem amarras com um teto familiar, o lado metódico, o lado humano desprendido, sem grandes ilusões afetivas, o jeito descolado, a meta absurda de 10 milhões de milhas.
De repente, ele se prende, sem notar, sem poder reagir, pois tudo acontece como se fosse um veneno lento e letal. Quando nota, estava completamente envolvido, topa arriscar tudo, aceita deixar de ser quem sempre foi, abre mão de sua independência, finalmente permite dividir seu tempo e vontades com outra pessoa. Abandona-se para finalmente fazer parte de uma suposta “lógica social”: a de que somos seres feitos para uma vida compartilhada e familiar.
Não nego que ele se diverte, finalmente se deixa viver sem duvidar do destino, se sente amado e completo. Mas eis que o preço lhe é cobrado com juros, sem seguro ou garantia. Decepciona-se. Entrega-se a quem não conheceu de verdade, descobre que tudo que antes era perfeito é apenas uma miragem, uma ilusão que se mostra somente quando as areias esquentam, mas que não perdura. Aquela mulher, sua última tentativa, nada mais era do que uma fuga de si mesma. Ele era apenas parte de seu teatro momentâneo, só um luxo usado, uma válvula de escape.
Inverta a situação, como de fato é mais comum acontecer. Não sou feminista, sou realista (antes que o Dudu Camponez me crucifique). Assim aconteceu comigo, em alguns pontos semelhantes, em outros nem tanto. Agora estou em uma nova janela, com novos e frescos ventos, um novo porto seguro, distante de tudo aquilo que um dia vivi. Estou longe de Chicago, muito mais ainda de Omaha. Onde estou agora é como o avião do cara do filme. Provavelmente eu também fecharia os olhos e escolheria um destino qualquer para permanecer em constante fuga, para deixar tudo para trás como uma memória qualquer. Mas não tive essa sorte maluca. Fechei os olhos, finquei os pés no meu chão, busquei e aqui estou. Uma janela ainda meio estranha, uma temperatura ainda flutuante. Eu só tinha uma milha pra apostar. Acredite: foi a maior aposta que já fiz e até hoje acordo todos os dias pensando em como vim parar aqui, agora, hoje.
De repente, ele se prende, sem notar, sem poder reagir, pois tudo acontece como se fosse um veneno lento e letal. Quando nota, estava completamente envolvido, topa arriscar tudo, aceita deixar de ser quem sempre foi, abre mão de sua independência, finalmente permite dividir seu tempo e vontades com outra pessoa. Abandona-se para finalmente fazer parte de uma suposta “lógica social”: a de que somos seres feitos para uma vida compartilhada e familiar.
Não nego que ele se diverte, finalmente se deixa viver sem duvidar do destino, se sente amado e completo. Mas eis que o preço lhe é cobrado com juros, sem seguro ou garantia. Decepciona-se. Entrega-se a quem não conheceu de verdade, descobre que tudo que antes era perfeito é apenas uma miragem, uma ilusão que se mostra somente quando as areias esquentam, mas que não perdura. Aquela mulher, sua última tentativa, nada mais era do que uma fuga de si mesma. Ele era apenas parte de seu teatro momentâneo, só um luxo usado, uma válvula de escape.
Inverta a situação, como de fato é mais comum acontecer. Não sou feminista, sou realista (antes que o Dudu Camponez me crucifique). Assim aconteceu comigo, em alguns pontos semelhantes, em outros nem tanto. Agora estou em uma nova janela, com novos e frescos ventos, um novo porto seguro, distante de tudo aquilo que um dia vivi. Estou longe de Chicago, muito mais ainda de Omaha. Onde estou agora é como o avião do cara do filme. Provavelmente eu também fecharia os olhos e escolheria um destino qualquer para permanecer em constante fuga, para deixar tudo para trás como uma memória qualquer. Mas não tive essa sorte maluca. Fechei os olhos, finquei os pés no meu chão, busquei e aqui estou. Uma janela ainda meio estranha, uma temperatura ainda flutuante. Eu só tinha uma milha pra apostar. Acredite: foi a maior aposta que já fiz e até hoje acordo todos os dias pensando em como vim parar aqui, agora, hoje.
25/01/2010
Mar de Possibilidades
Há muitos anos eu cultivo um hábito só meu de conectar os assuntos através de palavras que intuitivamente me guiavam a outras nem sempre tão próximas. Criava pontes entre os conceitos e assim mapeava o meu pensamento, sabia o que estava sentindo, sabia o que não saía da minha cabeça. Por mais que eu começasse falando de chumbo, terminava no mesmo assunto se eu tomasse o céu como ponto de partida. Portanto, chumbo e céu estava intimamente ligados, pois a minha “psique” só tinha “olhos” para aquele tema final.
Anos depois eu escrevi sobre mapas conceituais, me apaixonei pelas teorias da gestão do conhecimento, escrevi alguns rabiscos e tive idéias para realmente conhecer as pessoas através de seus rastros mentais. Um exercício fascinante, mas perigoso. Descobrir que meu pensamento sobre um conceito não era o mesmo pensamento de qualquer outra pessoa no mundo, nos torna únicos, mas também solitários. Tente você. Estabeleça um ponto inicial, um conceito que inicie o processo. Determine o conceito final, mesmo que tenha um “parentesco” bem óbvio. Especifique que cada pessoa precisa indicar dez palavras que conectem os dois conceitos. A sua lógica é tão “sua” que assusta. Só você sabe o que pensa, só você sabe o que entende. Essa tal “deusa psique” é mesmo um espanto, dentre tantos outros patamares que nós, míseros humanos, somos capazes de alcançar.
Vou fazer aqui o meu próprio exercício. Mas antes de ler, vamos alinhar quais serão os nossos termos em comum: vamos começar por “casa” e finalizar com “mudança”. Insira 20 conceitos entre essas duas palavras. Rabisque, pense, conecte seus pensamentos. Não tente adivinhar o caminho mais lógico, siga seu racionício. Descobrirás que seus mapas mentais são tão únicos quanto o seu DNA, porém com combinações infinitas... O seu DNA não se move. Mas suas idéias podem ir longe! Portanto, sua mente é um mar de possibilidades... Não deixe esse poder fugir ao seu controle e transforme suas rotas psíquicas em armas poderosas contra seus medos.
Casa – Segurança – Medo – Decepção – Passageiro – Tempo – Cura – Vida – Destino – Aventura – Desafio – Diversão – Alívio – Superação – Memória – Passado – Futuro – Incertezas – Possibilidades – Escolha – Mudança.
Anos depois eu escrevi sobre mapas conceituais, me apaixonei pelas teorias da gestão do conhecimento, escrevi alguns rabiscos e tive idéias para realmente conhecer as pessoas através de seus rastros mentais. Um exercício fascinante, mas perigoso. Descobrir que meu pensamento sobre um conceito não era o mesmo pensamento de qualquer outra pessoa no mundo, nos torna únicos, mas também solitários. Tente você. Estabeleça um ponto inicial, um conceito que inicie o processo. Determine o conceito final, mesmo que tenha um “parentesco” bem óbvio. Especifique que cada pessoa precisa indicar dez palavras que conectem os dois conceitos. A sua lógica é tão “sua” que assusta. Só você sabe o que pensa, só você sabe o que entende. Essa tal “deusa psique” é mesmo um espanto, dentre tantos outros patamares que nós, míseros humanos, somos capazes de alcançar.
Vou fazer aqui o meu próprio exercício. Mas antes de ler, vamos alinhar quais serão os nossos termos em comum: vamos começar por “casa” e finalizar com “mudança”. Insira 20 conceitos entre essas duas palavras. Rabisque, pense, conecte seus pensamentos. Não tente adivinhar o caminho mais lógico, siga seu racionício. Descobrirás que seus mapas mentais são tão únicos quanto o seu DNA, porém com combinações infinitas... O seu DNA não se move. Mas suas idéias podem ir longe! Portanto, sua mente é um mar de possibilidades... Não deixe esse poder fugir ao seu controle e transforme suas rotas psíquicas em armas poderosas contra seus medos.
Casa – Segurança – Medo – Decepção – Passageiro – Tempo – Cura – Vida – Destino – Aventura – Desafio – Diversão – Alívio – Superação – Memória – Passado – Futuro – Incertezas – Possibilidades – Escolha – Mudança.
Crédito: Felinto Neto
20/01/2010
Calma, "Bete"!
Comédia. Seria essa a melhor definição para quando você sofre, se estressa, sapateia e, em questão de segundos, tudo misteriosamente se resolve, sem nenhum esforço seu? Pior ainda quando demora, passam-se anos e a solução nem sequer aparece. Tudo muda e a antiga solução perde o sentido essencial. Você aceita a mudança, não se lembra da raiva e ainda por cima ri por nunca ter visto aquela situação por um outro ângulo. Ou seja, você pode fazer um escândalo, ser cordial ou simplesmente fazer piada, apesar do seu estresse, mas nenhuma dessas opções muda o que o destino te reserva. Nada de chiliques. Resmungue apenas nas suas idéias.
Quando eu era criança, ouvia: “quem nasceu pra lagartixa, nunca chega a jacaré”. Meu tio sempre pegava no meu pé, especialmente aos 12 malditos anos, por causa das minhas então finas canelas. Durante anos, pensei mesmo que minhas pernas fossem finas. Eram mesmo! Era muito joelho entre a canela e a coxa, era muito nariz entre duas bochechas! Uma época onde somos desproporcionais física e emocionalmente. A minha sorte é que não era uma “aborrescente” e fui criança até os 16... Minto, ainda sou.
Quando quebro algum dos meus ímãs de geladeira, fico furiosa. Quando perco uma oportunidade única de foto, fico chateada. Quando deixo de falar aquilo que sinto, não durmo. Quando sei que estou certa, mas deixo algo escapar do meu controle, me culpo. Sou mesmo uma mimada. Neta e filha única, Prado no sangue, muitas contrariedades superadas na “unha” e o resultado: euzinha. Encrenca!
Hoje descobri que sou mesmo tão pentelha que até Deus ficou com pena do pessoal da imobiliária. Mas pra começar, “do nada”, levaram o relógio de energia do meu novo apartamento. Como diria minha amiga Angélica, este poderia ser um blog sobre “meu primeiro carro”, “meu primeiro apartamento”, contando nossas desventuras. Fiquei louca, pois a mudança se aproxima... Corri atrás de Deus e o Mundo, coloquei meus amigos em nervos de tanto que reclamei, minha mãe queria usar a máxima “vou chamar o PROCON”, etc. Reclamei muito, dormi mal, acordei exausta e espalhei o pânico... E de repente, o eletricista me conta que a energia já estava normalizada. Enfim...
Taí. O efeito do mimo. A resposta para o “não adianta dar murro em ponta de faca”. Sei que este nem é um bom texto, sei que não falei de nada nobre ou profundo, mas é que agora estou na fase da risada, me achando a “apavorada” do século e usando aspas em vão o tempo todo... Aspas... Como elas mudam a entonação de tudo! Do seu lado da tela, você lê tudo que recebe simbólicas aspas com um tom diferente: descaso, raiva, graça, ênfase. Do seu lado, você entende e sente o meu lado. E mais: talvez até expresse, represente, teatralize. Um brinde às aspas e às desventuras!
Quando eu era criança, ouvia: “quem nasceu pra lagartixa, nunca chega a jacaré”. Meu tio sempre pegava no meu pé, especialmente aos 12 malditos anos, por causa das minhas então finas canelas. Durante anos, pensei mesmo que minhas pernas fossem finas. Eram mesmo! Era muito joelho entre a canela e a coxa, era muito nariz entre duas bochechas! Uma época onde somos desproporcionais física e emocionalmente. A minha sorte é que não era uma “aborrescente” e fui criança até os 16... Minto, ainda sou.
Quando quebro algum dos meus ímãs de geladeira, fico furiosa. Quando perco uma oportunidade única de foto, fico chateada. Quando deixo de falar aquilo que sinto, não durmo. Quando sei que estou certa, mas deixo algo escapar do meu controle, me culpo. Sou mesmo uma mimada. Neta e filha única, Prado no sangue, muitas contrariedades superadas na “unha” e o resultado: euzinha. Encrenca!
Hoje descobri que sou mesmo tão pentelha que até Deus ficou com pena do pessoal da imobiliária. Mas pra começar, “do nada”, levaram o relógio de energia do meu novo apartamento. Como diria minha amiga Angélica, este poderia ser um blog sobre “meu primeiro carro”, “meu primeiro apartamento”, contando nossas desventuras. Fiquei louca, pois a mudança se aproxima... Corri atrás de Deus e o Mundo, coloquei meus amigos em nervos de tanto que reclamei, minha mãe queria usar a máxima “vou chamar o PROCON”, etc. Reclamei muito, dormi mal, acordei exausta e espalhei o pânico... E de repente, o eletricista me conta que a energia já estava normalizada. Enfim...
Taí. O efeito do mimo. A resposta para o “não adianta dar murro em ponta de faca”. Sei que este nem é um bom texto, sei que não falei de nada nobre ou profundo, mas é que agora estou na fase da risada, me achando a “apavorada” do século e usando aspas em vão o tempo todo... Aspas... Como elas mudam a entonação de tudo! Do seu lado da tela, você lê tudo que recebe simbólicas aspas com um tom diferente: descaso, raiva, graça, ênfase. Do seu lado, você entende e sente o meu lado. E mais: talvez até expresse, represente, teatralize. Um brinde às aspas e às desventuras!
18/01/2010
Citando: "I Am A Rock"
Simon And Garfunkel - I Am A Rock
A winter's day
In a deep and dark December;
I am alone,
Gazing from my window to the streets below
On (a) freshly fallen silent shroud of snow.
I am a rock,
I am an island.
I've built walls,
A fortress deep and mighty,
That none may penetrate.
I have no need of friendship; friendship causes pain.
It's laughter and it's loving I disdain.
I am a rock,
I am an island.
Don't talk of love,
But I've heard the words before;
It's sleeping in my memory.
I won't disturb the slumber of feelings that havedied.
If I never loved I never would have cried.
I am a rock,
I am an island.
I have my books
And my poetry to protect me;
I am shielded in my armor,
Hiding in my room, safe within my womb.
I touch no one and no one touches me.
I am a rock,
I am an island.
And a rock feels no pain;
And an island never cries.
A winter's day
In a deep and dark December;
I am alone,
Gazing from my window to the streets below
On (a) freshly fallen silent shroud of snow.
I am a rock,
I am an island.
I've built walls,
A fortress deep and mighty,
That none may penetrate.
I have no need of friendship; friendship causes pain.
It's laughter and it's loving I disdain.
I am a rock,
I am an island.
Don't talk of love,
But I've heard the words before;
It's sleeping in my memory.
I won't disturb the slumber of feelings that havedied.
If I never loved I never would have cried.
I am a rock,
I am an island.
I have my books
And my poetry to protect me;
I am shielded in my armor,
Hiding in my room, safe within my womb.
I touch no one and no one touches me.
I am a rock,
I am an island.
And a rock feels no pain;
And an island never cries.
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